Nome: Augusto dos Anjos.
Idade: 28 anos.
Profissão: Professor
e advogado.
Filiação:
Filho legítimo do bacharel Alexandre R. dos Anjos e D. Córdula
C. R. dos Anjos.
Estado civil: Casado.
Antecedentes hereditários:
Meu pai, vítima de surmenage morreu de paralisia geral e minha mãe
é excessivamente nervosa.
Antecedentes pessoais:
O que pode me adiantar sobre
sua infância: Desde a mias tenra idade eu me entreguei exclusivamente
aos estudos, relegando por completo tudo quanto concerne ao desenvolvimento,
numa atmosfera de rigorosíssima moralidade, da chamada vida física.
Onde e como foi educado:
Na Paraíba do Norte, Engenho Pau D'Arco.
Quais os autores que mais
o impressionaram: Shakespeare, Edgar Poe.
Qual o seu autor favorito:
Todos os bons autores me agradam.
Como faz o seu trabalho intelectual:
Durante o dia, quase sempre andando no meio de toda azáfama ambiente
ou à noite deitado. Conservo de memória tudo quanto produzo.
São muito poucas vezes que me sento a mesa para produzir.
Quais as horas que dedica
ao seu trabalho intelectual: Não tenho horas metodicamente preferidas
para o meu trabalho mental.
O que sente de anormal quando
está produzindo: Uma série indescritível de fenômenos
nervosos, acompanhados muitas vezes de uma vontade de chorar.
Em que idade começou
a produzir: Se não me falha o poder de reminiscência,
presumo, comecei a produzir muito antes dos 9 anos.
Quais os trabalhos que deu
à luz até a presente data: Um livro de versos, Eu.
Quais as cores de sua predileção:
A vermelha e a azul.
Quantas horas repousa:
Meu repouso varia de 7 a 8 horas.
Sofre de insônia, cefaléia
ou amnésia: Até a data não sofro absolutamente
de amnésia. Tenho insônia raras vezes, mas a cefalalgia persegue-me
constantemente.
Tem continuados sonhos fantásticos:
Quanto a sonhos fantásticos é também muito raramente
que os tenho.
Faz as suas refeições
com irregularidade: Sim.
Tem muito apetite: Regular.
Faz uso do álcool:
Não.
Faz uso excessivo do café,
chá ou outro excitante intelectual: Sou contra os excessos, o que
não impede, entretanto, de abusar um pouco do café.
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