Prezada Sinhá
Mocinha,
Eu e Ester lhe pedimos a benção
Nossa viagem até esta Capital se realizou nas condições mais satisfatórias possíveis.
Enjoamos muito pouco e, a bordo, fomos distinguidos por um acolhimento ótimo, por parte do Comandante e de algumas famílias viajantes com as quais nos relacionamos amistosamente.
Receberam-nos aqui, no cais Pharoux, o Odilon, Alfredo, Dr. Seráfico da Nóbrega, o Santos Neto e outras pessoas amigas.
Telegrafei a VM.cê, no dia de nossa chegada, comunicando-lhes o havermo-nos hospedado no Largo do Machado, 37.
Como, porém, a pensão oferecia a desvantagem do isolamento e falta de comunicablidade diária com pessoas conhecidas, mudei-me para Avenida Central, 1, ou Praça Mauá, 73, 2º andar, estando, portanto, em contigüidade com a residência do Tio Bernardino que, como sabe, mora também nesse prédio, no 1º andar.
Ainda não escrevi para pessoa alguma daí, porém, logo que se me depara ocasião de travar re;ações supereminentes para as quais trouxe daí algumas cartas de recomendação.
Aguardo destarte ensejo ulteriormais propício para escrever a VM. cê uma carta minuciosíssimo, espécie de protocolo, onde haverei de consignar todos os detalhes atinentes aos meus projetos e ta;ves (quem sabe ?) suas próprias soluções respectivas.
Saudades a Iaiá, Artur e Aprígio.
Queira aceitar o coração cheio de afetos do
Filho e amigo ex-corde
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